
Eu queria te falar do amor diferente de tudo, distante do mundo, calado, perdido, sisudo.
Cálido, místico, profundo:
Eu seria capaz de dizer que o amor platônico, arrebatador, e idílico é coisa antiga obsoleta.
Você diria que sou louca, que não amo nem um pouco, que sou egoísta, insensível. Afinal, na vida tudo é possível.
Eu diria
Eu diria que o amor vive na doce ação;
Nas eternas juras suspirantes;
Nas entranhas, no coração;
Nos momentos e nos instantes.
Você reagiria
Como Romeu sem Julieta;
Como Lua sem Encanto;
Como Plebeu sem a Rainha;
Como Deus sem Manto;
Como Pintor sem Inspiração;
Como Torpor, Dor, Emoção.
Eu relembraria
O dia dos namorados;
A noite dos mil pecados;
A fúria dos anseios e beijos;
A fome do prazer, dos desejos;
Você olharia fundo, pegaria minha mão,
viveria cada hora,
cada segundo, absorvido. Nesta louca paixão;
Eu te levaria, ao paraíso do sonho;
Ao mundo que componho;
Te amaria sem pudor, devoraria todo seu ser,
Unindo o seu ao meu amor.
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