Canto pretensioso
Exilado num tempo de perfídias, de misérias, de lutas, de torpezas, - pergunto em vão, nesse clamor de insídias onde vivem as almas e as belezas? Trago as asas e as ânsias sempre presas se o mundo é um choque eterno de dissídias... - onde andarão aquelas naturezas do século de Péricles e Fídias? No meu destino singular de eleito subo à procura do alto da montanha, onde o ar é mais puro e o céu perfeito! - Que as montanhas, as eras não consomem, e nessa ânsia em que avanço, sinto a estranha vocação de ser deus dentro de um homem!