Canto puro
Como se fosse uma árvore me sinto a bracejar a luz desta manhã: do azul dos céus, azul puro e retinto, embebedo a minha alma livre e sã. Há uma alegria esplêndida e pagã! Cheiro de terra a provocar o instinto! O dia, é um bago rubro de romã e o Sol renasce de um incêndio extinto Que gosto bom esse de andar no chão de pés descalços, tal como as raízes, a ouvir cantar no peito o coração Como as aves nas ramas enfloradas ou como as águas claras e felizes que cantam pelo chão, despreocupadas...