Início seta Poesias seta Conto Perdulário
Conto Perdulário Imprimir E-mail


Conto perdulário


Hei de gastar minha alma - a alma dos poetas
é como a luz do Sol ou como o luar,
deve espalhar-se, para embelezar
e iluminar as sombras mais discretas...

Como as águas que cantam, irrequietas,
deve o silêncio, um pouco, musicar,
ou como a onda que se ergue, - a alma dos poetas
deve de espumas enfeitar o mar!

Cumpro assim o meu destino, e neste bando
de versos, perdulário a vou gastando,
e quanto tenho de alma já nem sei...

E hei de esbanjá-la mais, de instante a instante,
e morto - hão de encontrá-la ainda estuante
nos versos onde a vida a desperdicei!

 
< Anterior   Próximo >