Doce é a volta
Às vezes penso, quando estou só: afinal doce é o instante
em que o barco lança a ancora ao fundo.
E apaga os fornos, e esvazia os conveses, e junto ao cais
estira o corpo pesado.
Afinal, doce é o instante em que as águas oleosas e mansas
nos envolvem e nos refletem, e pelas vigias abertas vemos que
curvas amarras nos enlaçam.
Afinal, doce é a volta,
doce é a terra.