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Fantasia nº 4 Imprimir E-mail


Fantasia lV

 

Às margens das águas turvas a barrentas
há garças em fila,
de longas plumagens brancas a alvacentas
numa atitude heráldica e tranqüila
e num ar meditativo a longínquo
de sonho,
- diante da correnteza morosa, esquecida,
parecem brancas a puras imagens de sonhos
refletidas nas águas dos rios turvos a impuros
da vida...

Outras vezes, na agonia lenta a dolorosa
das saudades que ficam na minha alma
sofrendo vividas magoas,
indeléveis como nos caminhos molhados
e rastro dos pés,
- a minha vida inteira se abre em flores roxas
esplêndidas a belas,
- (que as saudades na minha vida
sejam elas
de sonhos, de desejos, de risos ou de mágoas
são belas
e escandalosas,
como as flores roxas e formosas
dos murares...)

Dos murares
flutuando sobre as verdes pupilas
intranqüilas
dos igarapés...

 
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