Ânsia vaga
Sempre a vida em conserva
o mundo a os acontecimentos
na tela dos mesmos cinemas,
e as mesmas historias em livros diferentes
e em livros diferentes sempre os mesmos poemas...
Sempre a vida em conserva
gravada em discos, irradiada de longe, fotografada,
nunca a presença, a emoção sentida
deslumbrada...
Ah! pisar outros chãos, colher flagrantes reais
de imprevistas naturezas
feliz a irresponsável como um menino
sem ninguém compreender o que eu faço e o que eu falo...
Ah! tomar de surpresa o meu próprio destino,
olhá-lo com os meus olhos cheios de belezas
e assombrá-lo!