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Poesia de Amor 13 Imprimir E-mail


Saia dessa redoma Deixe de ser dona
E venha ser você Venha porque eu quero
E não me pergunte porque prá ser sincero nem eu mesmo sei
Foi um sentimento espontâneo, que veio tão momentâneo Até em sonhos já lhe beijei É infantil declarar assim Mas o amor que eu vivo agora Me implora
E diz que jamais viveu em mim Então eu fico indeciso Se estou com alguma fraqueza Se estou com perda de juízo Porém me descubro na certeza Que estou amando de verdade
É um amor tão maduro Que eu vivo no silêncio da saudade Prá não lhe estragar o futuro
Morrerei com o segredo Que a amei como ninguém a amou jamais
Não propagarei, não por medo Mas porque nos conhecemos tarde demais Sei que ninguém imagina ou pensa Que
existe esse amor em minha vida Ele será como uma orquídea perdida
Numa floresta imensa Fique tranquila
Ninguém nunca saberá E quando os pensamentos fizerem fila
Uma oculta lágrima me restará Mas serei feliz Porque um dia lhe falei tudo, Tudo o que eu quis
E se um beijo não lhei dei Não foi por falta de íntima insistência
Abstive-me para deixar meu coração zangado Será o preço da penitência De quem nasceu prá amar errado.

 
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